Depois olhei para o outro lado e vi vários carros na estrada a transitarem normalmente, pensei para mim “Qual quer que seja a hora do dia, existe sempre alguém a passar por esta rua…”.
Existe sempre alguém a passar pela rua a ir para algum lado. O ser humano é um animal muito ocupado, sempre a correr de um lado para o outro sem se preocupar com as outras pessoas pensam, para onde elas vão, o que elas fazem. Simplesmente, quando estamos na rua passamos por dezenas de pessoas todos os dias e raramente nos apercebemos delas, é como se muito simplesmente nós estivéssemos no nosso mundinho, sem nos preocuparmos com mais nada. Como se mais nada existisse, para alem deles a irem para o seu destino. O ser humano é muito mesquinho, apenas pensam em si próprios.
Foi interessante ente pequeno momento de lucidez, foi como por instantes estivesse a ver este mundo da maneira que ele realmente é. Infelizmente tive de voltar para o meu pequeníssimo mundo pois tinha trabalho que fazer. Mas é interessante que nós somos uns animais bastante interessantes. Por muito que eu vivesse, o ser humano iria me sempre surpreender pela negativa. Alguém disse que nós éramos o animal mais inteligente na face da terra, eu desacordo com isso. Pois alguém que fica chateado com coisas tão pequenas como nós ficamos não pode ser considerado como um ser muito inteligente. E digo mesmo que o principal problema é alguns dos chamados sentimentos que nós possuímos. Mas enfim, por muito que eu diga nada se vai mudar.
Se bem que todos nós na rua caminhamos pelas mesmas ruas mas com destinos diferentes, no final todos nós caminhamos para o mesmo fim, a morte.
Pois se a morte não existisse a vida não tinha sentido. Houve alguém que disse, “Se eu não morresse nunca, e eternamente procurasse e conseguisse a perfeição das coisas”… É uma frase bem instrutiva e angariadora de pensamentos um tanto ou quanto profundos. Pois no meu pensamento, de que serviria a vida interna? Nunca morrer? Nos não daríamos valor a isso, pois não conhecíamos a morte. Não dávamos importância ás coisas que temos agora, as relações, as pessoas, a vida não era vida, era uma prisão.
E eu digo, se nós nunca fossemos desta para melhor, eu garanto uma coisa, não estaria a trabalhar, não fazia sentido pois todos nós trabalhamos para sobreviver, para ter as coisas que queremos, para agradar terceiros… Nada disto fazia sentido pois nós não saberíamos dar valor a nada disto.
Enfim, este post descarrilou uma beca, não era este o caminho que pretendia ir mas enfim. As ideias começaram a fluir e saiu esta coisa.
Enfim.
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