sexta-feira, setembro 22, 2006

Alcunhas…

Bem o tema de hoje é bastante e interessante, pois quase todos já tiveram uma. Este pensamento veio quando vi uma rapariga que tinha sido da minha turma desde a primária até ao sétimo ano. Reconheci a miúda, pois de cara e de corpo não desenvolveu muito, e veio logo a cabeça a alcunha que tinha e só depois me lembrei do nome dela. Eu voltarei a falar desta alcunha um pouco mais a frente.

A maior parte das alcunhas tem todas uma razão de ser, pois por muito más que elas sejam para as pessoas, as alcunhas são apenas um modo de reparar nos defeitos das pessoas, gozar com os nomes, gozar com a fala, etc.

Eu pessoalmente nunca tive nenhuma alcunha, pelo menos que me chamassem na cara. Pois pelas costas podem sempre por alcunhas, pois existem sempre uma grande parte de pessoas que são falsas e que não são capazes de dizer as coisas na cara. Enfim, este já é assunto para outro pensamento.

Quer dizer, digamos que apenas tive uma alcunha e era quando jogava basket, era bulldozer pois levava todos a frente. Rapazes, raparigas, jogadores da ekipa adversária… ia tudo a frente se julgasse que tivesse a mais. E sempre me chamaram J ou de jonny, mas não são consideradas alcunhas pois apenas são derivados do meu nome.

Mas quanto as alcunhas conheço uma histórias mesmo muito giras, e é isso do que vou falar.

Comecemos pela pessoa que falei no inicio deste pensamento, o nome da rapariga era Sara, uma pessoa normal como tantas outras. E como todos sabemos as crianças podem ser sempre muito más quando querem, já lhes está no código genético, enfim mais material para outro pensamento. Como estava a dizer o nome da rapariga era Sara, que teve a infelicidade de naquela altura se estar a falar muito da SIDA… Pronto, ficou feito alguém deve de ter feito uma associação de merda pois SARA->SIDA …. Destino traçado até sétimo ano de escolaridade, passou a ser chamada de SIDOSA, enfim muito triste.

Outro caso, um rapaz era um pouco digamos chainho, escusado será dizer que ficou com a alcunha de GORDO. Algum tempo depois teve um problema no joelho e cacheavam um pouco. Teve até de ser operado. Enfim podem imaginar que alcunha ficou? O GORDO cocho. Pois um pouco infeliz.

Outro tipo que tinha uma alcunha tramada, era outro rapaz que teve comigo desde da primaria desta vez até ao nono ano. Ele na primaria tinha um bafo de , digamos, de merda. Ficou com a alcunha de caganita. Lixado, mas o pior foi que quando cresceu passou a ser chamado de cagalhão. No final do ano passou a ser chamado de cagas. Enfim, podia ser pior.

E o outro que tinha um cabelo meio estranho, e que durante um pouco tempo foi chamado de cabelo á menina?

E existem sempre os clássicos, Sopinhas de massa (outro colega meu), GORDO, CHINA, etc.

E agora ainda me lembrei agora de outro. Era um rapaz que tinha umas orelhas de abano, imaginem a alcunha? Certo, orelhas. E este até tinha direito a musica,


”O orelhas,

é um camelo,

tem duas bossas

e muito pelo”

lol Algum tempo depois, mudamos a alcunha de orelhas para “bala” pois ele era o mais rápido da escola nos 100M, no salto em altura e em comprimento. Enfim, preferia o primeiro, mas aposto que ele gostava mais do segundo. Principalmente porque ele dizia.

Durante todos estes anos nunca tive este tipos de alcunhas, enfim a parte de ser bulldozer mas como era apenas qd jogava basket… Elas também me chamavam o BOM, nunca percebi pq…

Enfim, este pensamento e muito grande. Duvido que alguém o vá ler até ao fim mas enfim. Se lerem postem, os que tiverem coragem, as alcunhas que tiveram ou que quase tiveram. :D fim de pensamento.

Até passem bem, se não nos voltarmos a ver, tudo de bom para o resto das voltas vidas, e que sejam felizes.

….

Ou então não…

terça-feira, setembro 19, 2006

o que é a solidão.

O que é a solidão? O que significa esta palavra? De que se trata.

Isolamento…

Felizmente eu não estou muito familiarizado com esta palavra ou o seu significado, dai eu não perceber o que é.

Normalmente eu estou sempre rodeado por pessoas que eu gosto, mas também alguém que se sente muito bem sozinho, dai eu não perceber o seu real significado.

No entanto existem pessoas, principalmente jovens, que se suicidam por se sentirem sós, sozinhos, desamparados. Neste caso eu não tenho pena nenhuma nem dos que se suicidam nem dos seus pais (no caso dos jovens), pois se por um lado se trata da “NATURAL SELECTION” do outro encontram-se os pais que se afastaram dos seus filhos de tal modo que possa ter causado tais pensamentos nos seus filhos. Mas enfim.

Solidão, para mim continua a ser uma palavra estranha, pois mesmo se não tivesse ninguém eu acredito que continuaria sem saber o do que se trata a solidão. Todos nós temos de criar uma camada protectora a nossa volta para nos impedirmos de ficar magoados com coisas deste género. Felizmente eu considero-me uma pessoa individualista, o que facilita sempre coisas deste género.

Em suma, e para concluir, a solidão é apenas destinada para os pobres de espírito que se sentem sozinhos só porque não têm ninguém.

A solidão é a minha melhor companhia.

segunda-feira, setembro 11, 2006

...enquanto se espera no metropolitano...

Bem, mais um dia mais um pensamento da treta. Se bem que desta vez levou cerca pouco mais de uma semana a ser elaborado. Talvez tenha sido por causa das minhas férias, e tendo isso aliado com a minha preguiça natural… Enfim.

Uma vez mais o pensamento de hoje está relacionado com o sexo fraco, ou seja, aquele que se tem de pagar. HAHA got you. Como digo sempre, o software é como o sexo, se for para pagar não tem piada nenhuma. Já para não dizer que de hoje em dia, só os parvos é que pagam pelo sexo pois nos dias que passam é mais fácil ter relações sexuais do que encontrar uma pêra numa pereira em época de colheita.

Mas enfim, eu vim mesmo aqui se faz favor, foi falar de mais um aspecto engraçado com que eu me deparei numa estação de metro a umas semanas atrás, e que achei bastante piada. Pois estava eu, tal como já referi, no metropolitano de Lisboa a espera que passasse uma lata de sardinhas com rodas, movida a electricidade. E foi quando me deparei com uma rapariga, que estava ao meu lado, que era um pouco mais alta do que eu. Eu achei interessante, pois as portuguesas são por norma pequeninas e quase sempre mais pequenas do que eu. Achei interessante, mas não liguei muito pois um facto destes por si só não tem piada, e pode ser até um pouco banal.

Quando a lata de sardinhas chegou, e parou a frente desta pessoa, é que eu reparei que ela tinha uma dificuldade extrema em se mover e em conseguir levantar os pés do chão. Eu achei tudo isto um bocado estranho, e tentei encontrar qual a razão pelo qual a mulher estava a ter tantas dificuldades em levantar os pés do chão. E foi quando olhei para os pés dela, que encontrei algo que até agora me persegue em pesadelos…

Eu vi, ninguém me contou, eu vi os maiores saltos e solas de sapatos da minha vida pá. Mas é que era algo verdadeiramente extraordinário. Não querendo exagerar, mas a mulher mais parecia que estava em cima de dois tijolos dos grandes. Bolas que a mulher devia de ser mesmo pequenina, para estar apenas ligeiramente mais alta do que eu nuns trambolhos daqueles… BOLAS

Ela mais parecia que via muita animação japonesa, e que tinha uns sapatos especiais para treinar para uma maratona. Irra que a mulher não andava, ela arrastava-se. E a entrar para a lata de sardinha foi uma aventura. O que as mulheres sofrem coitadas. È por isso que digo, se morrer e existir a reencarnação, prefiro ser um cão a ser uma mulher.

Mulheres não vejam isto de modo depreciativo, eu apenas não me considerava capaz de lidar com tantos problemas que vocês têm no dia a dia.

Enfim, mas pelo menos foi uma cena matinal que me divertiu/assustou durante um tempinho, depois tive de voltar para aquilo que estava a fazer.

Os homens são bem mais básicos que as mulheres, pois nós só nos interessamos em duas coisas, prazer e trabalho.

Peço desculpas se ofendi alguém mais susceptível neste post.(CONINHAS)


sexta-feira, setembro 01, 2006

Um pensamento no meio da rua…

No outro dia de manha estava a sair da empresa para ir a um cliente e dei por mim a pensar, quando vi duas pessoas a passar por mim, “para onde é que estas pessoas vão?”.

Depois olhei para o outro lado e vi vários carros na estrada a transitarem normalmente, pensei para mim “Qual quer que seja a hora do dia, existe sempre alguém a passar por esta rua…”.

Existe sempre alguém a passar pela rua a ir para algum lado. O ser humano é um animal muito ocupado, sempre a correr de um lado para o outro sem se preocupar com as outras pessoas pensam, para onde elas vão, o que elas fazem. Simplesmente, quando estamos na rua passamos por dezenas de pessoas todos os dias e raramente nos apercebemos delas, é como se muito simplesmente nós estivéssemos no nosso mundinho, sem nos preocuparmos com mais nada. Como se mais nada existisse, para alem deles a irem para o seu destino. O ser humano é muito mesquinho, apenas pensam em si próprios.

Foi interessante ente pequeno momento de lucidez, foi como por instantes estivesse a ver este mundo da maneira que ele realmente é. Infelizmente tive de voltar para o meu pequeníssimo mundo pois tinha trabalho que fazer. Mas é interessante que nós somos uns animais bastante interessantes. Por muito que eu vivesse, o ser humano iria me sempre surpreender pela negativa. Alguém disse que nós éramos o animal mais inteligente na face da terra, eu desacordo com isso. Pois alguém que fica chateado com coisas tão pequenas como nós ficamos não pode ser considerado como um ser muito inteligente. E digo mesmo que o principal problema é alguns dos chamados sentimentos que nós possuímos. Mas enfim, por muito que eu diga nada se vai mudar.

Se bem que todos nós na rua caminhamos pelas mesmas ruas mas com destinos diferentes, no final todos nós caminhamos para o mesmo fim, a morte.

Pois se a morte não existisse a vida não tinha sentido. Houve alguém que disse, “Se eu não morresse nunca, e eternamente procurasse e conseguisse a perfeição das coisas”… É uma frase bem instrutiva e angariadora de pensamentos um tanto ou quanto profundos. Pois no meu pensamento, de que serviria a vida interna? Nunca morrer? Nos não daríamos valor a isso, pois não conhecíamos a morte. Não dávamos importância ás coisas que temos agora, as relações, as pessoas, a vida não era vida, era uma prisão.

E eu digo, se nós nunca fossemos desta para melhor, eu garanto uma coisa, não estaria a trabalhar, não fazia sentido pois todos nós trabalhamos para sobreviver, para ter as coisas que queremos, para agradar terceiros… Nada disto fazia sentido pois nós não saberíamos dar valor a nada disto.

Enfim, este post descarrilou uma beca, não era este o caminho que pretendia ir mas enfim. As ideias começaram a fluir e saiu esta coisa.

Enfim.