Boas, muito tempo depois voltei, mas voltei com mais um pensamento no mínimo estranho. A culpa não é minha, eu estava muito bem na minha vida, quando a fertagus decidiu aderir ao Lisboa viva. Muito bem, pensei eu, agora vou poder passar pelos pontos de controlo sem ter de tirar o passe para fora. Mas nada me preparou para o que está a acontecer neste momento… Pelo amor de deus, vejo pessoas a fazerem carícias ás máquinas de obliteração dos passes… Impressionante. São pessoas a passar com o cartão LISBOA VIVA ao longo de toda a máquina como se de uma carícia se tratasse. Como se tivessem de consolar a maquina de modo a passar. Elas pensam,
“Hum, para passar tenho de passar com o cartão ao longo da maquina, satisfaze-la e ela deixa-me passar…”
As pessoas são parvas. E aqueles que estão nas passagens do metro? Essas então são do piorio. Elas então pensam, “Poupo tempo se não tirar o passe da mala (no caso das mulheres), basta passar com a mala por cima da máquina, ela lê o cartão e abre a porta. Sou mesmo esperto, os outros que não fazem isto são camelos…”
Depois dão por si a massajarem o ponto de inserção do cartão com a sua malita… Passam com a mala por um lado.. humm não dá. Deixa cá tentar o outro… Huum não dá.
Huum. Tentar o outro outra vez… ups tb n deu. Será que tenho o passe na mala? Abre a mala, tira o passe e passa com ele na maquina e voila… abriu. Será que para a próxima já tira o passe da mala? Claro que não. O problema devia de estar no receptor, devia de estar estragado. O problema n era de o cartão LISBOA VIVA estar no meio de tanta tralha que o leitor n chegava la. Não isso nunca. O problema está no receptor da maquina, ora bolas nunca fazem nada de jeito neste país…
Mas em Corroios, as massagens sensuais que as pessoas fazem ás maquinas é ridículo. Todas as pessoas que passam antes de mim passeiam com o cartão pela máquina toda. Eu chego lá, encosto o meu cartão á máquina e pronts. A porta abre milagrosamente, não é preciso estar a consolar uma máquina.
Pelo menos tem um ponto positivo, não se tem de abraçar a maquina e dizer que a amamos e ficar á seca ao pé dela por um bocado a falar de coisas que não nos interessam. Não ficam magoadas se formos insensíveis…